"Agradeço a Deus Pai, a Deus Filho e a Deus Espírito, para mim sem Eles nada é possível, nada sou e nada faço." "A Graça de Deus me basta!"

Salette Granato

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“UMA GRANDE DAMA: VICENTINA ARANHA”

No dia 8 de março comemoramos o Dia Internacional da Mulher, nada mais justo do que fazermos referência às grandes mulheres que viveram nos séculos passados; difícil é achar registros sobre elas.
Vicentina de Queirós Aranha foi uma grande dama brasileira que viveu no século XX. Esposa do Senador Olavo Egídio, ela sonhou, acreditou e lutou por um local para a construção de um Sanatório para abrigar e dar melhores condições de tratamento aos portadores de tuberculose no Brasil.
Vicentina Aranha, como mulher atuante e sensível às causas sociais da época, não mediu esforços para atingir o seu objetivo de amenizar e erradicar essa doença que tanto sofrimento trouxe a milhares de brasileiros. Imbuída do seu ideal,  organizou uma grande campanha que foi apoiada, além do seu esposo Olavo Egídio, também pelo arquiteto Ramos de Azevedo, responsável, à época, pelas obras da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e conseguiu caminhar em direção ao seu sonho, os primeiros passos para a construção do Sanatório de São José dos Campos, que passou a se chamar Vicentina Aranha, em sua homenagem, já que essa grande dama não viveu para ver seu sonho concretizado.
O sonho de uma mulher, brotado no seu coração, mobilizou toda a sociedade paulista. O governo, da época, empenhado em resolver o problema da doença que se alastrava pelo País escolheu uma extensa e propícia área na cidade de São José dos Campos para tratamento dos doentes e deu continuidade à campanha iniciada por Vicentina Aranha.
Devido as grandes campanhas organizadas, foi possível a construção do sanatório com excelente infraestrutura para todos os portadores da doença, inclusive para aqueles na fase terminal. Detalhes foram pensados para acolher os doentes naquele refúgio, com terraços e floresta, onde podiam, ao menos, imaginar-se numa vida normal, já que antes viviam discriminados e isolados. O sanatório ficou em atividade até a década de 60.
Infelizmente, muito preconceito havia com relação às mulheres naquela época que viveu Vicentina de Queirós Aranha, por isso, não há muitos registros sobre sua vida, apenas há menção “esposa do Senador Olavo Egídio”. Essa grande mulher, atenta aos problemas sociais, muito mais deve ter feito em obras de relevante interesse social, mas não há registros de seus feitos. Há poucos registros na nossa história de nomes de mulheres e seus atos em benefício da nossa Nação, não que as mulheres não atuavam, mas seus grandes feitos e seus nomes, provavelmente, foram encobertos pela indiferença e pela discriminação.
Hoje, as mulheres estão sendo mais reconhecidas pelas suas ações, obras e luta pelo seu espaço e poderemos no futuro ter esses registros como exemplos de vida e benefício da sociedade compondo com detalhes a nossa história.
Atualmente, temos vários nomes de mulheres para citações e narrativas, mas preferi buscar uma mulher que viveu no século passado, que deu uma grande ajuda e melhores condições de vida a muitos doentes que sofriam com a tuberculose através da campanha que iniciou e que foi abraçada por outros. Uma mulher que podia apenas ter usufruído de sua confortável posição de esposa de um ilustre senador, mas, preferiu estar não abaixo ou acima de seu esposo e sim ao lado, idealizando, sonhando e se empenhando num esforço digno de uma grande dama de grandes feitos!
Salette Granato
     08/03/09
SALETTE GRANATO
Enviado por SALETTE GRANATO em 28/04/2009
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