"Agradeço a Deus Pai, a Deus Filho e a Deus Espírito, para mim sem Eles nada é possível, nada sou e nada faço." "A Graça de Deus me basta!"

Salette Granato

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ÁGUA, FOGO OU LIXO?


Os últimos acontecimentos têm deixado a humanidade em alerta sobre o futuro do nosso planeta. As alterações climáticas estão cumprindo as previsões dos meteorologistas do mundo inteiro, chuvas incessantes, aquecimento global, furacões, maremotos, secas, quatro estações num só dia.
Antigamente, as pessoas arriscavam imaginar como seria o futuro, pensavam na tecnologia avançada, na infraestrutura permitindo uma melhor condição de vida às pessoas, mas também já previam a falta de água e o excesso de queimadas que nos assolariam. Naquela época não existiam previsões a respeito do acúmulo de lixo gerado por várias gerações. Talvez, porque pensassem na sua decomposição, já que as matérias-primas usadas no passado eram ferro e madeira. Com o advento do polietileno, usado hoje como matéria-prima nas principais produções de móveis, eletrodomésticos, carros, computadores, sacos para lixo, etc. ficamos reféns do nosso acomodado comportamento de acharmos, muitas vezes, que o problema não é nosso. Não nos damos conta que estamos ficando cercados, ou melhor, encurralados pelos plásticos que insistimos em utilizar e desprezá-los da maneira que melhor nos convier.
Em recentes expedições, foi descoberto que os nossos plásticos, jogados ao léu, estão nos preparando uma indigesta sopa no meio do Oceano Pacífico. E, também, que outros resíduos derivados do polietileno estão margeando maravilhosas ilhas praticamente inexploradas e já poluídas! As imagens que vi me fizeram imaginar um cenário de filme de terror.
Tem sido assustador o volume de lixo derivado do polietileno encontrado por todo o nosso planeta e, por enquanto, nada tem sido feito para reverter esse quadro.
Triste imaginar que poderemos acabar destruídos, não por água ou fogo, mas sufocados pelo nosso próprio lixo, intoxicados na nossa poluição diária e tomados pelas águas dos oceanos, já que muitos ainda não se prontificaram em colaborar para reverter esse cenário, que me lembra muito o filme “Waterworld – O Segredo das Águas”, que tem como ator protagonista Kevin Costner e conta a história de um solitário homem, navegador, tentando sobreviver em meio ao oceano, driblando a falta d’água e em busca de um continente.
Nós, brasileiros, estamos mais conscientes, principalmente nossas crianças e jovens que estão trabalhando sobre esse tema nas escolas; a nossa esperança habita neles e isso nos fortalece e enobrece.
Com a crise financeira mundial, o setor de reciclagem também está sendo afetado e isso se torna um atraso para a humanidade  que tanto avançava nesse aspecto.
Quem vai tomar essa sopa de lixo do Oceano Pacífico? A população marinha ou nós, que estamos às margens das atitudes observando e esperando uma Tsunami a nos cobrir de polietileno?
SALETTE GRANATO
Enviado por SALETTE GRANATO em 23/03/2009
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